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NADH – Coenzima para energia física e mental.

 

O NADH (Nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD) + Hidrogénio H) é uma coenzima, que desempenha o seu papel no processo químico que gera energia, ou seja, participa de reações catabólicas, reações essas que quebram moléculas para libertar energia. Quanto mais NADH a célula possuir, mais energia produz, apresentando um papel muito importante na respiração celular.

Quanto mais NADH estiver disponível para a célula, mais ela poderá desempenhar as suas funções com melhor qualidade e mais longa será a sua vida. Sabemos que o código genético de todas as células se localiza no DNA. O DNA é protegido no núcleo, por histonas e outras macromoléculas. Entretanto, poderá ser lesado se for exposto a várias condições agressivas, tais como radiações UV, toxinas químicas como citos táticos, antibióticos, anti-inflamatórios, agrotóxicos, entre outros.

É importante notar que as indústrias produzem cerca de 20.000 novos agentes químicos a cada ano e que muitos são tóxicos às nossas células, produzindo um número expressivo de lesões, além daqueles que possuem efeitos ainda desconhecidos. É desnecessário afirmar que os seres vivos estão expostos a essas novas substâncias sem que se conheçam os seus potenciais de toxicidade. Esses agentes lesivos são capazes de reagir com os cromossomas. Se o nosso DNA é atacado e consequentemente danificado por uma ou mais substância, o nosso material genético poderá ser alterado.

A replicação de DNA afetado, poderá causar características modificadas (mutações) na divisão celular. Modificações genéticas são as bases bioquímicas para um grande número de doenças crónico-degenerativas tais como o cancro, a artrite reumatoide, a aterosclerose, a imunodeficiência, entre outras. Sabendo isto, é fundamental que se procure proteger o material genético contra todos os tipos de agressões que possam modificar a sua essência, para que se possa garantir a pureza de continuidade da reprodução celular que deverá ocorrer sem modificações na estrutura do DNA. Para evitar as consequências, que podem vir a ser fatais, dos danos ao DNA, as células dos mamíferos, principalmente do Homem, desenvolveram um sistema de proteção que é capaz de reparar certos danos do material genético e que para ser eficaz, necessita da participação efetiva do NADH.

Estudos demonstraram que o NADH pode ter efeitos efetivos em diferentes situações:

– Melhoria da síndrome de fadiga crónica (SFC) através do restabelecimento das reservas de ATP, aliviando os sintomas de fadiga e a disfunção cognitiva
– Redução dos sintomas de depressão, tais como falta de iniciativa, interesse e concentração, redução da capacidade de trabalho, perda da libido e ansiedade, pela sua ação de estimulo à reposição de dopamina no organismo
– Potencialização dos níveis energéticos nos atletas
– Inibição da auto-oxidação da dopamina provocada essencialmente pelo envelhecimento do cérebro
– Função antioxidante contra os radicais livres associados ao cancro, doença coronária, aterosclerose, diabetes, desordens neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer e outras doenças autoimunes.
– Melhora as funções da memória, fluência verbal e perceção visual nos casos de doença de Alzheimer e nos sintomas da doença de Parkinson, pelo estímulo à produção natural de dopamina
– Proteção do fígado relativamente ao consumo de álcool
– Diminuição dos níveis de colesterol e da tensão arterial
– Reforço do sistema imunitário através da reposição do oxigénio despendido pelos macrófagos

Em suma, o NADH é a coenzima mais importante do nosso organismo, responsável pelo desenvolvimento celular e produção de energia a partir dos alimentos. É também um dos principais transportadores de eletrões no processo de produção de energia nas células e um importante antioxidante.

Curiosidade

Os primeiros trabalhos científicos a respeito do NADH (mais de 100 artigos científicos publicados) foram realizados pelo Prof. Georg Birkmeyer, diretor do Birkmeyer Institute for Parkinson Therapy, onde a sua equipa aplicou de forma favorável essa substância em casos de Parkinson, Alzheimer e depressão.

Artigo de Ariana Botelho, Enfermeira da Clínica Pilares da Saúde.

Bibliografia
Birkmayer JGD, Birkmayer W. Vrecko C, Paletta B, Reschenhofer E, Ott E.”Nicotinamide adenine dinucleotide (NADH) as medication for Parkinson’s disease.Experience with 415 patients.” New Trends in Clinical Neuropharmacology 1990; 4(1):7-24.
eonard A. Jason, PhD; Judith A. Richman, PhD; Alfred W. Rademaker, PhD; Karen M. Jordan, PhD; Audrius V. Pilioplys, MD; Renee R. Taylor, PhD; William McCready, PhD; Cheng-Fang Huang, MS; Sigita Pilioplys, MD.”A Community-Based Study of chronic fatigue syndrome Archieves of Internal Medicine. 1999; 159:2129-2137.
Busheri N, Taylor J, Lieberman S, Mirdamadizonosi N, Birkmayer G, Preuss HG.”Oral NADH affects blood pressure, lipid peroxidation and lipid profile in spontaneously hypertensive rats” Journal of the American College of Nutrition. 1997.

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