Medicina Preventiva, Saúde

SIBO – o que é, sintomas e como gerir a alimentação

sintomas e como gerir a alimentação - Pilares da Saúde

SIBO – o que é?

A sigla “SIBO” significa “small intestinal bacterial overgrowth”. Afeta milhões de indivíduos e está relacionada com uma alteração gastrointestinal, em que há um desequilibro na flora intestinal causada por um crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado. É uma das causas de malabsorção e má digestão.

 

Quais são os sintomas?

Distensão abdominal (inchaço), flatulência, desconforto abdominal, esteatorreia e diarreia podem ser alguns dos sintomas. Pela sua inespecificidade facilmente se confundem com outras patologias gastrointestinais, pelo que é necessária uma avaliação por parte de um profissional de saúde especializado.

 

Como confirmar o diagnóstico?

Os testes respiratórios de hidrogénio são métodos utilizados na prática clínica para confirmar o diagnóstico da SIBO: simples e não invasivos. Detetam os produtos de fermentação bacteriana no intestino (metano e hidrogénio).

 

Como devo gerir a alimentação?

A nível nutricional, a dieta low FODMAP é uma estratégia que pode ajudar a reduzir os sintomas decorrentes da SIBO: flatulência, distensão abdominal e dor. Esta abordagem nutricional prevê a exclusão de hidratos de carbono fermentáveis, nomeadamente a frutose, lactose, os oligossacáridos, dissacáridos e os monossacáridos. A fermentação destes hidratos de carbono pelas bactéricas resulta na formação de gás, daí que a sua exclusão auxilie no alívio das queixas gastrointestinais. Esta exclusão não deve ocorrer por longos períodos de tempo. É uma dieta composta por várias fases e o período de exclusão dos FODMAP deve ser feito de 2 a 6 semanas; a definir com o seu nutricionista. Segue-se depois uma fase de reintrodução alimentar gradual.

Por outro lado, os probióticos podem representar uma mais-valia na gestão dos sintomas das SIBO, quando administrados nas doses e na qualidade adequada. Contribuem para a modulação da flora intestinal e para a manutenção da integridade do epitélio intestinal, regulam a produção de citocinas inflamatórias, induzem a produção de ácidos gordos de cadeia curta e atuam no eixo intestino-cérebro pela regulação de funções endócrinas e neurológicas. Contudo é preciso critério na seleção das estirpes de probióticos utilizados uma vez que alguns estudos revelam que há aumento das queixas gastrointestinais.

 

 

Saiba mais informações em: Small Intestinal Bacterial Overgrowth: Comprehensive Review of Diagnosis, Prevention, and Treatment Methods (nih.gov)

 

Joana André

Membro da Ordem dos Nutricionistas (nº1971N)

Pós-Graduada em Nutrição e Oncologia

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