Medicina Estética|Saúde

Peeling Químico

 

A pele, o maior órgão do corpo humano é uma fronteira entre o organismo e o ambiente, protegendo o corpo da perda de substâncias e controlando ou impedindo a penetração de substâncias nocivas para o organismo. Histologicamente a barreira cutânea é constituída por três tipos de estruturas: um manto lipídico, a camada córnea e a camada espinhosa.

A utilização de ácidos nas alterações estéticas tem-se mostrado cada vez mais eficaz. Na maioria dos tratamentos faciais, uma das etapas dos procedimentos é a sua aplicação. Segundo Borges (2006), o peeling químico, também conhecido como quimo esfoliação ou dermopeeling, consiste na aplicação de um ou mais agentes esfoliantes na pele, resultando na destruição de partes da epiderme e/ou derme, seguida de regeneração dos tecidos epidérmicos e dérmicos.

De acordo com Rotta (2008), este tipo de tratamento é aplicável a diversas situações, como na diminuição da aparência de linhas finas de expressão e das rugas, melanoses, queratoses actínicas, melasma, Hiper pigmentação pós-inflamatória, acne e suas sequelas, cicatrizes atróficas, estrias, queratose pilar e também para clareamento da pele. No entanto é contraindicado nos casos de foto proteção inadequada, gravidez, stress ou escoriações neuróticas, uso de isotretinoína oral há menos de seis meses, cicatrização deficiente ou formação de queloides e por último, dificuldade para compreender e seguir orientações fornecidas.

Existem vários tipos de peelings químicos:

  • O peeling superficial, que tem ação na camada córnea localizada na epiderme;
  • O peeling médio com ação na derme papilar;
  • O peeling profundo, que tem ação na derme reticular.

A identificação do tipo de peeling químico dependerá da condição a ser tratada na pele. Para tal, é necessária uma orientação médica e que sejam identificados os problemas e queixas do paciente, para posteriormente ser indicado o tipo de peeling de acordo com a sua necessidade.

Cuidados após um peeling químico

Os peelings químicos costumam ser indicados e realizados durante o inverno, uma vez que a primeira e mais importante orientação após o tratamento é não existir exposição solar. A exposição solar após um peeling químico pode resultar num efeito contrário ao desejado, como manchas na pele (escuras ou claras a depender do tom da pele do paciente) e até mesmo resultar numa queimadura.

É importante que o paciente faça a correta higienização da face após o peeling químico e a sua hidratação de maneira intensiva, tornando o processo de cicatrização mais rápido e reduzindo a possibilidade de reações adversas. Os cuidados mais específicos variam de acordo com o tipo de peeling realizado.

Os Peelings superficiais, em que ocorre um leve ou até mesmo nenhuma descamação da pele, têm em média uma recuperação de quatro dias. Já os peelings químico médio ou profundo demandam mais atenção, sendo que a recuperação parcial ocorre até 15 dias.

Independentemente do peeling feito, a correta higienização e o uso de protetor solar com alto fator de proteção são obrigatórios. Todas as orientações quanto aos cuidados e as restrições são dadas pelo profissional de saúde antes mesmo do tratamento e os cuidados devem ser seguidos à risca.

Benefícios do tratamento com peeling químico

É possível mencionar diversos benefícios para a pele após um tratamento de peeling químico. A pele retoma a iluminação de antes, os poros sofrem redução, as linhas de expressão e as rugas são minimizadas de forma efetiva. Ou seja, é um tratamento com um custo acessível quando comparados aos tratamentos efetuados com laser ou através de cirurgia plástica.

Em resumo, o peeling químico é um ótimo aliado na beleza da pele da face e contribui para uma melhoria de inúmeras condições da mesma tal como referido anteriormente. Agende uma consulta com a Dra Andreia Monteiro e tenha acesso ao tratamento com peeling químico premium.

 

Enfermeira – Ariana Botelho

 

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